O fato subjetivo.

     Com o passar da vida aprendemos que as pessoas não são inteiramente nossas, aliás, não temos pessoas como algo de posse, ou simplesmente por querermos inflar nosso ego com o que a mesma nos oferece em retorno. És errôneo constatar que podemos ter isso ou aquilo, nada será definitivamente nosso. E jamais foi. Estamos nesta vida apenas de passagem, temos nossas crenças, nossos medos, nossas glórias, mas não a levamos conosco após cruzarmos a próxima porta. Quando de fato, estamos saindo dessa Era humanitária, estamos renascendo em outra. O local de chegada não é o fim, e sim, o recomeço. Recomeçar, reencontrar. Recomeçar pelo novo e reencontrar o perdido "eu". Ou simplesmente, reencontrar o nós, já que não somos/estamos sozinhos. Mas o enigma se instala nessa parte. Nada é realmente nosso, e nunca estaremos sozinhos. Qual seria a definição exata deste paradigma?! Embora possamos encontrar respostas que talvez venha a coincidir; a tentativa continuará sendo falha.  
 
(...)   A lei de ouro do comportamento é a tolerância mútua, já que nunca pensaremos todos da mesma maneira, já que nunca veremos senão uma parte da verdade e sob ângulos diversos. 

         Desacredito no concreto e desafio o espelho. Vejo cada por-do-sol onde as nuvens levam um pequeno toque avermelhado que transforma uma vida inteira.
Recria, renova, refloresce, refaz.
 Nada será realmente nosso, nem mesmo a vida.

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